OS DOZE APOSTOLOS
OS DOZE APÓSTOLOS Mt.10:1-4.
Jesus chamou para o seu ministério, homens com personalidades totalmente diferentes do que pensamos.
Jesus muda a personalidade. Ele não está a procura de pessoas santas, mas tem como objetivo mudar o caráter. Quando olhamos para os doze apóstolos, podemos ver o poder de Jesus em transformar as pessoas. Talvez você pensa que é impossível haver uma mudança em sua vida. Você se sente alguém má, de um temperamento forte, impulsivo(a), mas veja o que Jesus fez na vida desses doze homens.
Jesus viu em cada personalidade má, alguém capaz de ser uma boa pessoa. Viu sobre aquelas pedras brutas, uma jóia de muito valor. Ele passou quarenta dias e quarenta noites no deserto orando e jejuando. Podemos até pensar: “Ele escolheu homens santos, pessoas boas, de boa reputação, homens à qual não o decepcionaria.
- Faremos um breve anaise e então conheceremos um pouco da personalidade de cada um deles.
Simão = Pedro: Empresário de pesca; era otimista, impulsivo.
- Todo empresário gosta de levar vantagem, por isso ele estava sempre a frente. Queria aparecer. Imagine um empresário sem Jesus; É um homem ganancioso, sem compaixão com seus empregados, só pensa em lucros, no seu próprio bem estar.
- Era um orador fluente, dramático
- Era vacilante, ia de um extremo a outro. Pedro mudava sua personalidade. Certa ocasião recusou Jesus lavar os seus pés, ao ouvir a resposta de Jesus, pediu para que o lavasse por inteiro. (Jo. 13:5-9). Pedro era um pensador rápido mais sem um raciocínio mais profundo. Observe que dentro da Palavra de Deus, ele era o que mais fazia perguntas a Jesus.
- Por ser um homem de gênero forte, falar sem pensar, muitas vezes corajoso outras vezes covarde, mesmo assim Jesus o chamou para a maior missão até aos dias de hoje: Anunciar o Reino dos céus
André: Vendedor;
- o bom vendedor anuncia o produto que tem. André gostava de contava vantagem do seu produto. Só o produto dele era o melhor
- A sua desvantagem de temperamento era a sua falta de entusiasmo; muitas vezes ele preferiu fazer elogios ponderados, aos seus companheiros, a encorajá-los. E essa reticência em louvar as realizações de mérito dos seus amigos nasceu da sua aversão pela adulação e pela insinceridade. André era um desses homens categóricos, de temperamento regulado, feito por si próprio, e de sucesso nos seus modestos negócios.
- Foi ele que anunciou a Jesus sobre o menino com cinco pães e dois peixe. (Jo.6:8-9). Provavelmente este rapaz era cliente de André e todos os dias, ele comprava estas mercadorias. Ao vê-lo, André o reconheceu e soube que com ele tinha os pães e os peixes.
- André não tinha vergonha de falar em publico. Ele era muito organizado.
- Mesmo sendo um homem que gostava de levar vantagem, foi escolhido por Jesus para a maior missão
Tiago: reparador de redes.
- Foi chamado para o ministério porque Jesus viu neles a capacidade de restaurar homens.
- Ele possuía duas naturezas, movido de sentimentos fortes. Em especial, tornava-se veemente (arrebatado) quando sua indignação chegava ao auge. Tinha uma disposição feroz, quando adequadamente provocado e, quando a tempestade chegava ao fim, ele estava sempre habituado a justificar-se e a desculpar-se da sua raiva sob o pretexto de que era uma manifestação de justa indignação.
- Ele era melancólico. Podia estar em um dia de muito falante, quieto, calado e em outro dia, um contador de história. Era também modesto (tímido), mas quando compreendeu o real significado do reino, não buscou nenhuma recompensa especial.
- Quando Jesus perguntou se eles estavam prontos para beber do cálice, ele respondeu afirmativamente. (Mc. 10:35-39). E, quanto a Tiago, isso acabou sendo a verdade ao pé da letra — ele bebeu do cálice com o Mestre, visto ter sido ele o primeiro dos apóstolos a sofrer o martírio, sendo muito cedo colocado à morte pela espada de Herodes Agripa. (At. 12:1-2).
João: reparador de rede.
- João era presunçoso = não revelava seus sentimentos ou desígnios.
- Possuía muitos traços encantadores no seu caráter, mas um daqueles não tão adoráveis, era a sua presunção imoderada e, em geral, bem dissimulada (escondida).
- Ele era muito vaidoso. Talvez, por ser o mais novo da casa de seu pai e o mais novo dos apóstolos. Havia um outro lado em João que não era de se esperar fosse encontrável no seu tipo quieto e introspectivo. De algum modo, ele era intolerante.
- Ele e Tiago quiseram trazer o fogo dos céus sobre as cabeças dos samaritanos desrespeitosos. (Lc. 9:52-54). Quando João deparou-se com alguns estranhos ensinando em nome de Jesus, ele os proibiu imediatamente de continuar. Contudo, não era ele o único, entre os doze, que estava maculado por essa espécie de consciência exagerada de auto-estima e de superioridade.
Filipe: curioso
- Ele não conseguia ver além, só via o momento.
- Filipe não era um homem de quem se podia esperar que fizesse grandes coisas, mas ele era um homem que podia fazer coisas pequenas de um modo grande, fazia-as bem e aceitavelmente. O seu ponto fraco era a total falta de imaginação, a ausência de capacidade de colocar dois ao lado de dois para obter quatro. Ele era matemático, abstratamente, mas não possuía imaginação construtiva.
- Não era pessimista; era simplesmente corriqueiro. Quando se tornou um seguidor de Jesus, faltava-lhe discernimento espiritual.
- Jesus o experimentou quando multiplicou os pães. (Jo.6:5).
- Era minucioso, sistemático.
Bartolomeu ou Natanael: orgulhoso
- Natanael era conhecido também por Bartolomeu – nome do seu pai.
- A fraqueza do seu caráter era o orgulho. Orgulhava da família, cidade, reputação.
- Sob muitos pontos de vista, Natanael era o gênio ímpar dos doze. Ele era o filósofo apostólico e um sonhador, mas era o tipo do sonhador prático.
- Era humorista. Contava piadas – Ele se dava com todos os apóstolos exceto com Judas Iscariotes. Judas não achava que Natanael levava a sério seu ministério. Obs.(certa vez foi reclamar a Jesus sobre Natanael.)
Tomé: Incrédulo - vivia por vista.
- Era mesquinho, desagradável, suspeitando de tudo.
- Quando Jesus ressuscitou Lazaro, ele quis ver também e ainda coloca: “vamos também nós para morrermos com ele”? (Jo.11:16).
- Pediu para Jesus mostrar o caminho: “Senhor, não sabemos para onde tu vais, mostra nos o caminho”. (Jo. 14:5)
- Quando tocou sobre as feridas de Jesus: “Se eu não ver na suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei”. (Jo.20:25)
- Tomé foi a prova de que Jesus ama até os incrédulos.
- A presença de Tomé, entre os apóstolos, foi um grande conforto para todos os céticos honestos e encorajou muitas mentes perturbadas a virem para o Reino, mesmo que não pudessem compreender completamente tudo sobre os aspectos espirituais e filosóficos dos ensinamentos de Jesus. (por ver Tomé seguindo Jesus, muitos o seguiam também).
Mateus: Publicano - Materialista
- Cobrador de impostos.
- Mateus pertencia a uma família de coletores de impostos, ou publicanos, e era, ele próprio, um coletor em Cafarnaum, onde vivia. Era um homem de alguma posse, o único que tinha um certo recurso entre os do corpo apostólico. Era um bom homem de negócios, adaptando-se bem a qualquer meio social; e havia sido dotado com a capacidade de fazer amigos e de se dar muito bem com uma grande variedade de pessoas.
- antes de seguir Jesus, Mateus gostava de levar vantagem sobre as pessoas.
- Era homem de propaganda.
- De um certo modo Mateus era o agente fiscal e o porta-voz de publicidade da organização apostólica. Era um bom julgador da natureza humana e um eficaz homem de propaganda. É difícil visualizar a sua personalidade, mas foi um discípulo sincero e cada vez mais crente na missão de Jesus e na certeza do Reino.
- Encontrou certas barreiras no seu ministério. Por ser antes um cobrador de impostos, ele era odiado pelos judeus.
Tiago e Judas Tadeu (filhos de Alfeu): os dois eram gêmeos.
- Não há muito a ser dito sobre esses dois pescadores comuns. Eles amavam o seu Mestre e Jesus os amava. Tiago e Judas, nunca interromperam os discursos de Jesus com perguntas, como Pedro fazia. Eles entendiam pouquíssimo sobre as discussões filosóficas e sobre os debates teológicos dos seus companheiros apóstolos, mas rejubilavam- se por se verem incluídos naquele grupo de homens poderosos. Esses dois homens eram quase idênticos na aparência pessoal, nas características mentais e no alcance da sua percepção espiritual. O que pode ser dito de um deve ser registrado sobre o outro.
- Eram pessoas simples (sem estudo) e entendia pouco sobre filosofia e teologia.
- Os gêmeos eram ajudantes de boa índole, de mente simples, e todos amavam. Jesus acolheu esses dois jovens, de um único talento, dando-lhes posições de honra no seu grupo pessoal mais interno do Reino, porque há milhões incontáveis de outras almas simples e temerosas, no mundo, às quais ele quer receber, do mesmo modo, em fraternidade ativa e crente, junto a si e ao seu Espírito da Verdade, efundido para todos
- Foram os primeiros porteiros nas reuniões de Jesus.
- Pela aceitação mesma deles como apóstolos, esses medíocres gêmeos representaram, eles próprios, o meio de trazer uma hoste de crentes medrosos para o Reino. E, também, o povo comum aceitava de um modo melhor a idéia de ser dirigido e conduzido por porteiros oficiais que eram bastante semelhantes a eles próprios.
- Sentiam-se importantes por exercer tal cargo.
- Por ser gêmeos não havia diferença um do outro.
- Apenas 1 ou 2 vezes fizeram perguntas a Jesus. Judas ficou curioso quando Jesus disse que se revelaria a todos. Talves, por medo de perder o amor e o carinho do Mestre.
Simão o Zelote: Zelote quer dizer: Pulitico
- Era um homem capaz, de bons ancestrais; e vivia com a sua família em Cafarnaum. Contava vinte e oito anos quando se uniu aos apóstolos. Era um agitador feérico e também um homem que falava muito sem pensar. Tinha sido mercador em Cafarnaum, antes de voltar toda a sua atenção para a organização patriótica dos zelotes.
- Falava muito sem pensar.
- A grande fraqueza de Simão estava no lado materialista da sua mente. De judeu nacionalista que era, ele não poderia tão rapidamente transformar-se em um internacionalista de mente espiritualizada.
- Era um revolucionário radical.
- Tinha o pavio curto.
- Embora Simão fosse um revolucionário radical, um pavio destemido de agitação, ele gradualmente colocou sob controle a sua índole inflamada a ponto de tornar-se um pregador poderoso e eficiente da “Paz na Terra e da boa vontade entre os homens”. Simão era um grande argumentador; e gostava de discutir. E, quando se tratava de lidar com as mentes legalistas dos judeus instruídos, ou das minúcias intelectuais dos gregos, a tarefa era sempre dada a Simão.
- Torno-se um grande pregador
- Por natureza era um rebelde e, por formação, era um iconoclasta; mas Jesus o conquistou para os conceitos mais elevados do Reino do céu. Simão sempre se identificou com o partido do protesto, mas agora estava unido ao partido do progresso; do progresso ilimitado e eterno do espírito e da verdade. Simão era um homem de lealdades intensas e de devoções pessoais calorosas; e ele amava Jesus profundamente.
- ICONOCLASTA à Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Iconoclastia (do grego eikon, "ícone", imagem, e klastein, "quebrar", portando "quebrador de imagem") foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino que começou no início século VIII e perdurou até o século IX.[1] Os iconoclastas acreditavam que as imagens sacras seriam ídolos, e a veneração e o culto de ícones por conseqüência, - idolatria.
Judas Iscariotes: Era Saduceus
- Cultivava o hábito de terminar empatado com quem o maltratava. (não levava desaforo para casa)
- Quando se tornou discípulo de João, seus pais o repudiaram (deserdaram).
- Antes de Judas Iscariote ser um discípulo de Jesus, era discípulo de João Batista.
- Não gostava de ser chamado a atenção.
- Era critico, criticou quando Maria ungiu Jesus com o perfume. (Jo. 12:4-5)
- Judas era um bom homem de negócios. Era necessário tato, habilidade e paciência, bem como uma devoção meticulosa, para conduzir os assuntos financeiros de um idealista como Jesus, sem falar da luta com os métodos desordenados de alguns dos apóstolos na condução dos negócios. Judas realmente era um grande executivo, um financista capaz e previdente. E era de uma organização persistente. Nenhum dos doze jamais criticou Judas. Até onde podiam enxergar, Judas Iscariotes era um tesoureiro sem par, um homem instruído, um apóstolo leal (se bem que algumas vezes crítico) e, em todos os sentidos da palavra, um grande sucesso.
- Por ser advertido varias vezes pelas palavras de Jesus, voltou ao sentimento do passado.
- Cada vez mais, Judas deixou que os desapontamentos pessoais crescessem dentro dele, para finalmente tornar-se vítima do ressentimento. Os seus sentimentos haviam sido feridos muitas vezes, e ele deixou que a suspeita crescesse de um modo anormal, a suspeita em relação aos seus melhores amigos, e até mesmo em relação ao Mestre. Em breve ele tornou-se obcecado pela idéia de tirar a diferença e ficar quites, de fazer qualquer coisa para vingar-se, sim, chegando até mesmo à traição aos seus companheiros e ao seu Mestre.
- Jesus fez tudo o possível para impedir que Judas tomasse o caminho errado.
- Ele só perdeu a salvação porque tirou a própria vida.
- CONCLUSÃO:
- Não importa o que você foi até o dia de hoje, Jesus quer mudar a sua vida. Todos nós somos cheios de defeitos, falhas, etc. Hoje Jesus te chama para ser uma nova criatura
- (II Co.5:17) “E,assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
- Não fique olhando para suas falhas ou defeitos, Jesus pode tomar cada defeito seu e transformar em bençãos em sua vida. Ele tem propósito para todas as coisas. Ele usa o que você é para atrair pessoas igual a você, à Ele. Deixa ele te usar !!!
Pb. Angelo Pedro Depintor.